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Marajó dos Campos · PARÁ

ponta-de-pedras.ilhadomarajo.org

Ponta de Pedras

Praias, cerâmica e afetos marajoaras

Túllio F · Wikimedia Commons

BEM-VINDO A PONTA DE PEDRAS

Um Marajó
para descobrir.

Com praias de água doce, tradição ceramista e forte vida comunitária, Ponta de Pedras revela um Marajó acolhedor e criativo.

REGIÃOCamposESTADOParáPAÍSBrasil

PONTOS TURÍSTICOS

Descubra Ponta de Pedras

Lugares e experiências para iniciar seu roteiro. Consulte sazonalidade, acesso e necessidade de guia antes da visita.

VIVA O MUNICÍPIO

Experiências
que ficam.

  1. 01

    Visitar ateliês de cerâmica

  2. 02

    Aproveitar as praias de rio

  3. 03

    Conhecer a memória da cidade

HISTÓRIA, TERRITÓRIO E MEMÓRIA

Ponta de Pedras,
de dentro para fora.

Uma leitura da cidade, das praias, dos rios e das comunidades que formam o município — reunindo documentação pública, pesquisa acadêmica e memória comunitária.

FORMAÇÃO DO MUNICÍPIO

Da ocupação indígena
à cidade contemporânea.

A história não começa com a chegada dos missionários. O período colonial é um capítulo posterior de um território ocupado e transformado por povos indígenas durante séculos.

Antes da vila

O território já era indígena. Fontes históricas associam a região a populações do grande mosaico marajoara; a tradição administrativa menciona a aldeia dos Muanás, mas isso não autoriza reduzir toda a ocupação local a um único povo.

1737

As fontes administrativas reproduzidas pelo IBGE e pela Prefeitura registram a criação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição. A localidade era então chamada Mangabeira. A narrativa sobre missionários mercedários aparece como tradição histórica, não como data precisa de fundação civil.

1757

O quadro de formação administrativa do IBGE registra a criação do distrito de Ponta de Pedras. É um marco diferente da freguesia de 1737.

1877

A Lei Provincial nº 886 elevou Ponta de Pedras à categoria de vila; a instalação ocorreu em 30 de abril de 1877.

1930–1938

Ponta de Pedras foi extinto em novembro de 1930 e anexado a Cachoeira; em dezembro passou a Arari. Em 1938 Arari foi renomeado Itaguari e, no mesmo ano, o município recebeu novamente o nome Ponta de Pedras.

1961–hoje

Santa Cruz do Arari foi desmembrado em 1961. Depois de outras alterações distritais, a divisão de 1988 voltou a registrar apenas o distrito-sede.

UM MUNICÍPIO, MUITOS TERRITÓRIOS

Praias, rios e
comunidades.

O acesso muda conforme maré, estação, estrada e embarcação. Confirme condições locais e peça autorização antes de registrar pessoas, casas, ritos ou bens comunitários.

Praia da MangabeiraPraia da baía

Praia da Mangabeira

Faixa costeira ligada ao antigo nome Mangabeira, usado na narrativa de formação da sede. A paisagem muda bastante com maré, vento e período chuvoso.

Mapa ↗Fonte ↗
Fabrício Ribeiro / Férias.tur
Praia GrandeOrla urbana

Praia Grande

Um dos principais espaços de banho, encontro e lazer da sede, voltado para a baía do Marajó. Consulte as condições da maré antes da visita.

Mapa ↗Fonte ↗
Fabrício Ribeiro / Férias.tur
Território quilombola

Santana do Arari

Comunidade certificada pela Fundação Cultural Palmares. A documentação local e pesquisas recentes registram casa-grande, igreja, caldeirão de ferro e ruínas de engenho como referências de memória.

Mapa ↗Fonte ↗
Território quilombola

Tartarugueiro

Comunidade remanescente de quilombo certificada em 2013. Santana do Arari e Tartarugueiro tiveram costumes e tradições reconhecidos como patrimônio cultural municipal em 2023.

Mapa ↗Fonte ↗
Paisagem ribeirinha

Rio Crairu

Área de rios, campos e comunidades rurais registrada na cartografia municipal do IBGE. É um território vivido, não apenas um ponto turístico: combine visita e transporte com moradores ou condutores locais.

Mapa ↗Fonte ↗
Comunidades

Jagarajó e Vila Nova

Localidades do interior que ajudam a compreender a vida para além da sede: circulação pelos rios e ramais, agricultura, pesca, parentesco, festas e redes comunitárias.

Mapa ↗Fonte ↗

LIVROS, TESES E ARTIGOS

O município visto
por muitas lentes.

Esta camada reúne pesquisas sobre vida urbana, várzea, trabalho, educação, arquitetura, literatura e territórios quilombolas. Os textos abaixo são sínteses editoriais; os links levam às publicações completas.

CASA E PAISAGEM

Arquitetura ribeirinha como conhecimento

As casas de madeira, os entalhes, as geometrias, os trapiches e as soluções construtivas das várzeas registram adaptação às águas e escolhas estéticas. A paisagem construída também é patrimônio e deve ser lida a partir de seus moradores.

Casas ribeirinhasMapa municipal
TRABALHO E ALIMENTO

Açaí, pesca e agricultura

A economia municipal conecta produção rural, atravessadores, comércio urbano e Belém. Estudos registram a importância do açaí no alto Marajó-Açu e no rio Fortaleza; o diagnóstico Escuta Marajó documenta em Jagarajó a produção de feijão-manteiguinha.

Economia do açaíEscuta Marajó
EDUCAÇÃO E TERRITÓRIO

Estudar também é atravessar distâncias

Pesquisas em Tartarugueiro e em comunidades ribeirinhas mostram escolas multianos, oferta modular do ensino médio, deslocamentos e relações entre saber local e currículo. São fontes fundamentais para contar o interior sem reduzi-lo a paisagem turística.

SOME em TartarugueiroEscola ribeirinhaEducação e desenvolvimento
LITERATURA

Ponta de Pedras nas páginas de Dalcídio

A obra de Dalcídio Jurandir ajuda a enxergar relações de poder, decadência de antigas elites, fazendas, trabalhadores e deslocamentos no Marajó. Literatura não substitui arquivo histórico, mas preserva sensibilidades e conflitos que outros documentos silenciam.

Estudo sobre Dalcídio Jurandir
MEMÓRIA QUILOMBOLA

Território é arquivo vivo

Santana do Arari e Tartarugueiro precisam aparecer por suas lutas, famílias, trabalho, religiosidade e transmissão de memória — não apenas por ruínas. A trajetória de Teodoro Lalor de Lima documenta disputas territoriais e liderança quilombola nos rios Arari e Gurupá.

Teodoro Lalor de LimaSantana do ArariTartarugueiro

BLOG DO DIAS · MEMÓRIA LOCAL

Uma cidade contada
por quem a observou.

Publicado entre 2011 e 2021, o blog reúne crônicas, fotografias e relatos sobre lugares, ofícios e acontecimentos. Aqui ele é usado como fonte de memória situada: datas e autoria são preservadas, opiniões não viram fatos e informações atuais precisam de confirmação.

PATRIMÔNIO URBANO1932–1999

Palácio Municipal: construção, incêndio e retorno

Uma memória assinada por Sérgio Pereira e Antônia Teixeira Ribeiro registra o início da construção em 1932, a inauguração em 1938, os usos cívicos e sociais do edifício e o incêndio de 10 de setembro de 1999. O relato também identifica o mestre de obras Benedito Cândido Cerdeira e trabalhadores ligados à construção e à restauração.

Ler o relato e ver as fotografias
CAMINHO DAS ÁGUAS2011

Marajó-Açu, Carnapijó e Itaguary vistos da embarcação

A crônica de viagem descreve a aproximação à cidade pelo rio Marajó-Açu e registra barcos de passageiros, pesca, comboios de madeira e dois marcos de navegação: o farol do Carnapijó, na entrada do furo, e o farol Itaguary, na entrada do Marajó-Açu. É um bom roteiro de leitura da paisagem, mas seus tempos e serviços de transporte são históricos.

Acompanhar a travessia de 2011
TRABALHO E CIDADEDécadas de 1970–2010

Estaleiro, olaria, serraria e comércio na beira do rio

Ao comparar diferentes momentos da cidade, o autor recorda um estaleiro na Ilhinha, o comércio do sr. Paulino, a olaria e serraria do sr. Ovídio e o comércio da sra. Nela. O texto ajuda a mapear atividades desaparecidas ou transformadas e deve ser tratado como testemunho pessoal a confirmar com fotografias, documentos e entrevistas.

Consultar a memória econômica
FÉ E FESTA2011

Círio fluvial, cavalos marajoaras e a praça

O registro do Círio de Nossa Senhora da Conceição menciona a igreja restaurada pela comunidade, a praça como lugar de encontro, o Círio fluvial e a corrida de cavalos marajoaras. Por ser um retrato de 2011, ele preserva uma edição específica da festa e não deve ser lido como programação atual.

Ver as crônicas do Círio de 2011
COMUNIDADE DE ARAPIXI2015

São Sebastião e o reencontro dos arapixienses

A postagem sobre a festividade de São Sebastião descreve embarcações chegando à vila enfeitadas com balões e bandeirinhas, saudadas por fogos, e a festa como ocasião de retorno e reencontro de famílias. O registro amplia a página para além da sede e indica uma pauta valiosa para entrevistas locais.

Abrir o registro de Arapixi
CULTURA E LEITURA2016

Biblioteca no Centro Cultural Bertino Boulhosa

Uma visita publicada em 2016 descreve a Biblioteca Municipal no primeiro andar do Centro Cultural Bertino Boulhosa, na rua XV de Novembro, incluindo salas de leitura, estantes e condições do prédio naquele momento. A ficha serve como documentação histórica; funcionamento e estado atual precisam ser confirmados.

Ver a visita documentada
O que ainda pode render novas fichas

O arquivo também aponta para construtores de embarcações, pinturas de antigos garités no Bar do Odu, personagens locais, vocabulário regional e transformações da orla. Esses temas entrarão gradualmente quando houver identificação segura de pessoas, autorização para fotografias e confirmação por outras fontes.

Explorar o arquivo original ↗
Paisagem da comunidade de Porto Santo, em Ponta de Pedras
Porto Santo, Ponta de Pedras · Túllio F / Wikimedia Commons

MEMÓRIA AFRO-AMAZÔNICA

Santana do Arari e Tartarugueiro

Santana do Arari e Tartarugueiro são comunidades quilombolas certificadas. Em Santana, pesquisa apresentada no ENANCIB registra referências materiais como casa-grande, igreja, caldeirão de ferro e ruínas de engenho. Esses elementos sustentam uma história local da escravidão e do pós-abolição, mas devem ser interpretados com a comunidade, sem transformar patrimônio sensível em atração sem consentimento.

Em 2023, a Lei Municipal nº 675 reconheceu costumes e tradições das duas comunidades como patrimônio cultural. O roteiro federal “Amazônia Quilombola” também documenta o potencial de turismo de base comunitária.

CULTURA VIVA

Carimbó, dança,
boi e transmissão.

As manifestações locais não são peças congeladas: mudam com mestres, brincantes, músicos, costureiras, artesãos, escolas e novas gerações.

Praia da Mangabeira · Fabrício Ribeiro / Férias.tur

MEMÓRIA EM IMAGEM

O olhar de
Carlinho Teixeira.

Fotógrafo pontapedrense, Carlinho Teixeira mantém registros aéreos, paisagens da baía, praias, rios, laçadas e cenas cotidianas. Seu trabalho aparece em páginas culturais locais, no Google Maps e em seu canal, formando um arquivo visual afetivo do município.

O portal referencia esse trabalho e só reproduzirá fotografias específicas com crédito e licença ou autorização identificada. Assim, autoria e contexto permanecem ligados à imagem.

FÉ E FORMAÇÃO URBANA

Catedral de Nossa Senhora da Conceição

A devoção à Imaculada Conceição atravessa a formação histórica do núcleo urbano. A Catedral é hoje a sede da Diocese de Ponta de Pedras; a prelazia foi criada em 1963 e elevada a diocese em 1979. Além do edifício, festas, procissões, ladainhas e comunidades de base ajudam a contar a história social do município.

Localizar a Catedral ↗

ACERVO DE PESQUISA

Fontes para continuar
investigando.

Esta página é uma primeira camada do acervo. Crairu, Jagarajó, Vila Nova, a história indígena local e a memória das praias ainda precisam de entrevistas, fotografias autorizadas, atas comunitárias e pesquisa de campo para ganhar fichas próprias.

MUSEU GOELDI · LEITURAS DO TERRITÓRIO

Ponta de Pedras
em pesquisa.

Publicações selecionadas pelo vínculo real com o município ou com processos regionais que ajudam a compreendê-lo.

011985 · Águas, pesca e sazonalidade

Ocorrência, distribuição e biologia dos peixes da Baía de Marajó

Estuda a variação sazonal da salinidade e a importância da foz do rio Pará para peixes de água doce e marinha.

Ler na fonte ↗
021993 · Búfalos e saúde animal

Deficiência mineral em bubalinos na Ilha de Marajó

Pesquisa realizada em fazendas de Muaná e Ponta de Pedras durante períodos chuvoso e seco.

Ler na fonte ↗
031902 · Paisagem e memória ambiental

Maravilhas da natureza: na Ilha de Marajó

Descrição histórica da paisagem do arquipélago, apresentada originalmente em 1899.

Ler na fonte ↗
041898 · Flora e história da ciência

Materiais para a Flora Amazônica: plantas coligidas na Ilha de Marajó

Lista botânica resultante de coletas realizadas em Marajó em 1896.

Ler na fonte ↗

Esta seleção distingue estudo municipal, pesquisa regional e documento histórico. Novas publicações podem ser incorporadas quando houver vínculo territorial e fonte verificável.

Explorar a biblioteca completa →

SERVIÇOS EM DESTAQUE

Encontre o que precisa em Ponta de Pedras

Três sugestões diferentes a cada visita. O diretório completo organiza alimentação, hospedagem, turismo, transporte, saúde, comércio e serviços públicos.

Ver todos os serviços do município →

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Notícias de Ponta de Pedras

As três atualizações mais recentes do caderno municipal, sempre exibidas em ordem editorial.

Ver todas as notícias do município →

MAPA LOCAL · GOOGLE MAPS

Ponta de Pedras,
de perto.

Explore ruas, estabelecimentos e informações atualizadas no Google Maps. Os pontos editoriais abaixo passam por curadoria do portal.

FEITO EM PONTA DE PEDRAS

Saberes que
viram caminhos.

Conheça artesãos, produtores, hospedagens e experiências locais.

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