Descobrir o Marajó
Conheça os 17 municípios, navegue pelo mapa e planeje travessias, roteiros e experiências.
AMAZÔNIA ATLÂNTICA · PARÁ
Histórias que atravessam rios. Saberes moldados no barro. Paisagens que só existem aqui.
QUATRO FORMAS DE ENTRAR NO MARAJÓ
Conheça os 17 municípios, navegue pelo mapa e planeje travessias, roteiros e experiências.
Explore a formação histórica, a arqueologia marajoara e peças documentadas em acervos públicos.
Encontre festas, mestres, comunidades, práticas culturais e artesãos que mantêm e recriam saberes.
Descubra produtos, acompanhe pedidos e conheça a autoria, a técnica e o território de cada criação.
CONHEÇA O ARQUIPÉLAGO
Entre rios, campos, florestas e o Atlântico, o Marajó reúne 17 municípios, memórias antigas e uma identidade que continua viva.
Navegue pelo território →FORMAÇÃO HISTÓRICA
O Marajó não começou com a chegada europeia. Povos indígenas ocuparam, transformaram e conheceram este território durante milênios. Arqueologia, documentos coloniais e memórias locais revelam uma história plural — e ainda em construção.
As sequências arqueológicas reconhecem ocupações anteriores à fase Marajoara, entre elas Ananatuba, Mangueiras, Formiga e Acauã. Os antigos habitantes construíram tesos — elevações artificiais — e desenvolveram modos de vida ajustados às cheias, à pesca e aos campos.
Estudo de Denise Schaan · SciELO ↗A chamada fase Marajoara reuniu assentamentos, obras de terra, produção intensiva de alimentos e objetos cerâmicos de uso doméstico, político e ritual. As datas e interpretações variam conforme o sítio e o método: por isso o portal evita tratá-la como uma única “tribo”.
Síntese arqueológica · UC Berkeley ↗Fontes coloniais registraram diferentes povos no arquipélago. “Nheengaíba” foi uma denominação ampla aplicada a vários grupos, não o nome de um povo único. Guerras, epidemias, escravização, missões e aldeamentos alteraram profundamente suas sociedades.
História social do campesinato · MDA ↗Alexandre Rodrigues Ferreira documentou a ilha na Viagem Filosófica. No século XIX, Domingos Soares Ferreira Penna, Ladislau Netto e Charles Hartt impulsionaram coletas e estudos; depois vieram Helen Palmatary, Betty Meggers, Clifford Evans e muitas outras vozes.
História das pesquisas · Museu Goeldi ↗Usamos “contato europeu” e “colonização”, não apenas “descoberta”: o arquipélago já tinha povos, territórios e histórias. Nomes e cronologias arqueológicas são ferramentas de pesquisa, não substitutos automáticos das identidades indígenas.
BARRO, MEMÓRIA E CONHECIMENTO
Urnas funerárias, vasos, pratos, estatuetas, bancos e tangas cerâmicas guardam repertórios gráficos complexos. Incisões, excisões, modelagem, aplicação e pintura em vermelho, branco e preto compõem objetos que não eram apenas decorativos: participavam da vida cotidiana, de festas, identidades e rituais.
Seleção e preparo da argila, mistura de antiplásticos, construção por roletes ou modelagem, alisamento, decoração, secagem e queima. As escolhas técnicas mudavam conforme a função e a comunidade.
Motivos geométricos, animais e figuras humanas aparecem combinados. Pesquisas atuais estudam corpos compostos, gênero, agência das imagens e os contextos em que cada objeto circulava.
Pesquisa iconográfica ↗Peças retiradas de sítios são patrimônio arqueológico da União. O artesanato atual é criação contemporânea: dialoga com referências antigas, reinventa formas e expressa identidades vivas.
Orientações do IPHAN ↗Em Joanes, Soure, Salvaterra, Ponta de Pedras e outros lugares, artesãs e artesãos incorporam repertórios arqueológicos a peças próprias. A relação envolve memória, afeto, renda e também debates sobre autoria e apropriação.
Artesanato de Joanes · UFPA ↗Os registros antigos misturavam observação, coleta e formação de acervos. A arqueologia posterior passou a documentar camadas, contextos e relações entre objetos. A história da pesquisa também exige reconhecer habitantes locais, guias e trabalhadores de campo, muitas vezes omitidos nos relatos publicados.
Enviado por Charles Hartt, William S. Barnard registrou o caminho até Pacoval e Guajará, desenhou, mapeou e reuniu pouco mais de 200 objetos, sobretudo fragmentos.
Ver capa, mapas e desenhos das “Notas” ↗As primeiras escavações referidas pela historiografia ocorreram nos tesos de Marajó. Penna articulou pesquisadores, moradores e instituições para estudar e proteger os vestígios.
Estudo histórico · Museu Goeldi/UFG ↗O casal introduziu métodos sistemáticos e organizou uma sequência de fases cerâmicas. Suas conclusões foram decisivas, mas depois revistas por novas datações e interpretações.
Fotos da escavação e da urna de Anajás ↗Anna Roosevelt, Denise Schaan e equipes atuais ampliaram o debate sobre tesos, alimentação, redes regionais, iconografia e conservação, combinando escavação, geofísica e participação local.
Missão de Anajás, 2024 ↗A página principal apresenta apenas uma seleção. O acervo completo reúne todas as fichas, diferentes vistas, filtros e documentação de procedência, técnica, coleção e licença.

c. 400–1400Coleção H. Law, lote 172
Ver ficha no acervo →
c. 400–1400Museu Nacional/UFRJ, Rio de Janeiro
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c. 400–1400Museu Nacional/UFRJ, Rio de Janeiro
Ver ficha no acervo →Consulte 144 registros visuais documentados, filtre por tipologia e abra as fichas técnicas. Fotografias de ângulos diferentes são identificadas como vistas relacionadas, sem inflar o número de objetos.
Abrir o acervo de pesquisa →O artesanato contemporâneo não é uma sobra intacta do passado: é criação atual. Cada mestre escolhe formas, combina grafismos, nomeia peças e transmite técnicas. Os significados abaixo são leituras documentadas e possibilidades interpretativas — não um “dicionário” universal dos antigos povos do Marajó.
Recriam volumes associados a recipientes e urnas arqueológicas. Hoje podem ser peças de memória, exposição ou decoração; o contexto funerário pertence aos objetos antigos.
Rostos, olhos, braços e corpos se fundem ao recipiente. Na pesquisa, essas imagens são estudadas como seres compostos, identidade, transformação e agência.
Objetos triangulares arqueológicos, perfurados e ricamente decorados. Interpretações sobre uso, gênero e rito mudaram ao longo do tempo e seguem em debate.
Pequenos amuletos e pingentes atuais dialogam com seres aquáticos, memória amazônica e proteção. É preciso distinguir criações artesanais de artefatos arqueológicos.
Corujas, serpentes, jacarés, sapos, peixes e aves inspiram modelagens. Nem toda forma possui um significado fixo: espécie, composição e contexto alteram a leitura.
Pratos, cuias, moringas, panelas, luminárias e pequenas esculturas levam o repertório marajoara à vida presente e sustentam trabalho, renda e autoria local.
O número informado refere-se ao repertório de formas produzido e preservado pelo artesão Ailson Tavares Ferreira, de Ponta de Pedras — não ao total de tipos arqueológicos existentes. O portal inicia aqui um catálogo vivo; cada ficha deverá receber nome local, autoria, dimensões, técnica, história narrada pelo mestre e fotografia própria.
Conhecer a futura coleção →Em 2024, Museu Goeldi e IPHAN catalogaram quatro sítios em Anajás após erosão e seca exporem materiais. Arqueólogos seguem combinando escavação, análise cerâmica, sensoriamento, conservação e trabalho com comunidades para revisar antigas interpretações.
Conhecer a pesquisa em Anajás →Saberes, festas, música, culinária e cerâmica conectam gerações.
PLANEJE A TRAVESSIA
Para quem vem de outros estados ou países, Belém é a principal porta de entrada. A viagem continua pelas águas da Baía do Guajará, com embarque para diferentes pontos do arquipélago.
À margem da Baía do Guajará, é a principal porta fluvial de passageiros para o Marajó. Inaugurado em 2014, reúne bilheterias, salas de espera climatizadas, áreas de alimentação e apoio ao viajante, banheiros e estruturas de acessibilidade. É importante conferir no bilhete o destino, a embarcação e o ponto exato de desembarque.
Av. Marechal Hermes, 901 · área portuária do Reduto/Umarizal · Belém–PAAeroporto Júlio Cezar Ribeiro, em Val-de-Cans. Do desembarque, siga de táxi, transporte por aplicativo ou transporte público até o Terminal Hidroviário.
Av. Júlio César, s/n · Val-de-Cans · Belém–PAO Terminal Engenheiro Hildegardo Silva Nunes recebe linhas intermunicipais e interestaduais. De São Brás, continue por táxi, aplicativo ou ônibus até a orla.
Praça do Operário, s/n · São Brás · Belém–PAROTAS DE ENTRADA
O nome do destino no bilhete faz diferença: Camará exige continuação por estrada; Ponta de Pedras recebe o passageiro diretamente na sede municipal.
Lanchas rápidas e catamarãs fazem a ligação direta com a sede de Ponta de Pedras. A referência usual é de cerca de 2 horas, podendo variar com embarcação, maré, clima e escalas.
Ver a travessia no mapa ↗Conhecer Ponta de Pedras →Principal acesso combinado a Salvaterra e Soure: depois do desembarque, a viagem continua por vans, táxis ou ônibus; para Soure, há ainda a travessia interna entre Salvaterra e Soure.
Ver Porto de Camará ↗Algumas embarcações operam serviço direto ou com paradas. Confirme se o bilhete termina na sede municipal ou em Camará e se haverá conexão terrestre.
Ver terminal de Soure ↗As frequências variam por dia e temporada. Breves e municípios do Marajó das Florestas podem exigir viagens mais longas, noturnas ou partidas de outros portos.
Consultar o município →Horários, tarifas, escalas, tipo de embarcação e terminal de saída podem mudar. Chegue com antecedência e confirme a operação diretamente no terminal ou com a empresa responsável. Para levar veículo, verifique separadamente as balsas que partem da região de Icoaraci.
MAPA INTERATIVO
Selecione uma cidade para localizá-la no mapa e abrir sua visão diretamente no Google Earth.
17 destinos para descobrir
FEITO NO MARAJÓ
Uma vitrine dedicada a quem cria no território. Cada compra aproxima o público de um artesão marajoara.
Visitar a loja →por Ateliê Mãos de Barro
R$ 189por Biojoias do Arari
R$ 78por Tramas de Soure
R$ 145CADERNO DO MARAJÓ
VIAGEM · GUIA ESSENCIALTravessias, distâncias, estações e escolhas para montar um roteiro com mais calma.

VENDA COM A GENTE
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Quero abrir minha loja →IMAGENS E FONTES
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