MILHA DO MARAJÓUm mundo entre rios
EN

AMAZÔNIA ATLÂNTICA · PARÁ

Marajó,
por inteiro.

Histórias que atravessam rios. Saberes moldados no barro. Paisagens que só existem aqui.

17MUNICÍPIOS
UM TERRITÓRIO
INESQUECÍVEL
Praia do Pesqueiro, Soure · Foto: Fogosolar / CC BY-SA 4.0

QUATRO FORMAS DE ENTRAR NO MARAJÓ

Encontre o seu
caminho pelo portal.

04ARTESANATO CONTEMPORÂNEO

Loja do Marajó

Descubra produtos, acompanhe pedidos e conheça a autoria, a técnica e o território de cada criação.

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CONHEÇA O ARQUIPÉLAGO

Uma região.
Muitos Marajós.

Entre rios, campos, florestas e o Atlântico, o Marajó reúne 17 municípios, memórias antigas e uma identidade que continua viva.

Navegue pelo território

FORMAÇÃO HISTÓRICA

Antes da “descoberta”,
milênios de história.

O Marajó não começou com a chegada europeia. Povos indígenas ocuparam, transformaram e conheceram este território durante milênios. Arqueologia, documentos coloniais e memórias locais revelam uma história plural — e ainda em construção.

01OCUPAÇÕES ANTIGAS

Território habitado e manejado

As sequências arqueológicas reconhecem ocupações anteriores à fase Marajoara, entre elas Ananatuba, Mangueiras, Formiga e Acauã. Os antigos habitantes construíram tesos — elevações artificiais — e desenvolveram modos de vida ajustados às cheias, à pesca e aos campos.

Estudo de Denise Schaan · SciELO ↗
02SÉCULOS V–XIV, APROX.

Sociedades da fase Marajoara

A chamada fase Marajoara reuniu assentamentos, obras de terra, produção intensiva de alimentos e objetos cerâmicos de uso doméstico, político e ritual. As datas e interpretações variam conforme o sítio e o método: por isso o portal evita tratá-la como uma única “tribo”.

Síntese arqueológica · UC Berkeley ↗
03CONTATO E COLONIZAÇÃO

Aruã, Nheengaíba e outros povos

Fontes coloniais registraram diferentes povos no arquipélago. “Nheengaíba” foi uma denominação ampla aplicada a vários grupos, não o nome de um povo único. Guerras, epidemias, escravização, missões e aldeamentos alteraram profundamente suas sociedades.

História social do campesinato · MDA ↗
04SÉCULOS XVIII–XIX

Viajantes, naturalistas e os primeiros estudos

Alexandre Rodrigues Ferreira documentou a ilha na Viagem Filosófica. No século XIX, Domingos Soares Ferreira Penna, Ladislau Netto e Charles Hartt impulsionaram coletas e estudos; depois vieram Helen Palmatary, Betty Meggers, Clifford Evans e muitas outras vozes.

História das pesquisas · Museu Goeldi ↗
Uma escolha de linguagem

Usamos “contato europeu” e “colonização”, não apenas “descoberta”: o arquipélago já tinha povos, territórios e histórias. Nomes e cronologias arqueológicas são ferramentas de pesquisa, não substitutos automáticos das identidades indígenas.

BARRO, MEMÓRIA E CONHECIMENTO

A cerâmica
marajoara

Urnas funerárias, vasos, pratos, estatuetas, bancos e tangas cerâmicas guardam repertórios gráficos complexos. Incisões, excisões, modelagem, aplicação e pintura em vermelho, branco e preto compõem objetos que não eram apenas decorativos: participavam da vida cotidiana, de festas, identidades e rituais.

01

Da argila à peça

Seleção e preparo da argila, mistura de antiplásticos, construção por roletes ou modelagem, alisamento, decoração, secagem e queima. As escolhas técnicas mudavam conforme a função e a comunidade.

02

Grafismos e corpos

Motivos geométricos, animais e figuras humanas aparecem combinados. Pesquisas atuais estudam corpos compostos, gênero, agência das imagens e os contextos em que cada objeto circulava.

Pesquisa iconográfica ↗
03

Arqueológico não é réplica

Peças retiradas de sítios são patrimônio arqueológico da União. O artesanato atual é criação contemporânea: dialoga com referências antigas, reinventa formas e expressa identidades vivas.

Orientações do IPHAN ↗
04

Saberes que continuam

Em Joanes, Soure, Salvaterra, Ponta de Pedras e outros lugares, artesãs e artesãos incorporam repertórios arqueológicos a peças próprias. A relação envolve memória, afeto, renda e também debates sobre autoria e apropriação.

Artesanato de Joanes · UFPA ↗
ARQUEOLOGIA EM CAMPO

Das primeiras viagens
às escavações científicas

Os registros antigos misturavam observação, coleta e formação de acervos. A arqueologia posterior passou a documentar camadas, contextos e relações entre objetos. A história da pesquisa também exige reconhecer habitantes locais, guias e trabalhadores de campo, muitas vezes omitidos nos relatos publicados.

CAMUTINS · ILHA DO MARAJÓTeso dos BichosElevação artificial que ajuda a compreender assentamentos, manejo das cheias e vida coletiva.Imagem e licença · Wikimedia Commons ↗
1870

Barnard chega ao Lago Arari

Enviado por Charles Hartt, William S. Barnard registrou o caminho até Pacoval e Guajará, desenhou, mapeou e reuniu pouco mais de 200 objetos, sobretudo fragmentos.

Ver capa, mapas e desenhos das “Notas” ↗
1871

Ferreira Penna e J. B. Steere

As primeiras escavações referidas pela historiografia ocorreram nos tesos de Marajó. Penna articulou pesquisadores, moradores e instituições para estudar e proteger os vestígios.

Estudo histórico · Museu Goeldi/UFG ↗
1948–1950

Meggers e Evans

O casal introduziu métodos sistemáticos e organizou uma sequência de fases cerâmicas. Suas conclusões foram decisivas, mas depois revistas por novas datações e interpretações.

Fotos da escavação e da urna de Anajás ↗
1980–HOJE

Novas perguntas, comunidades presentes

Anna Roosevelt, Denise Schaan e equipes atuais ampliaram o debate sobre tesos, alimentação, redes regionais, iconografia e conservação, combinando escavação, geofísica e participação local.

Missão de Anajás, 2024 ↗
Acervo completo

Consulte 144 registros visuais documentados, filtre por tipologia e abra as fichas técnicas. Fotografias de ângulos diferentes são identificadas como vistas relacionadas, sem inflar o número de objetos.

Abrir o acervo de pesquisa →
CULTURA VIVA

Galeria do
artesanato marajoara

O artesanato contemporâneo não é uma sobra intacta do passado: é criação atual. Cada mestre escolhe formas, combina grafismos, nomeia peças e transmite técnicas. Os significados abaixo são leituras documentadas e possibilidades interpretativas — não um “dicionário” universal dos antigos povos do Marajó.

01Urnas e igaçabas

Recriam volumes associados a recipientes e urnas arqueológicas. Hoje podem ser peças de memória, exposição ou decoração; o contexto funerário pertence aos objetos antigos.

02Vasos antropomorfos

Rostos, olhos, braços e corpos se fundem ao recipiente. Na pesquisa, essas imagens são estudadas como seres compostos, identidade, transformação e agência.

03Tangas cerâmicas

Objetos triangulares arqueológicos, perfurados e ricamente decorados. Interpretações sobre uso, gênero e rito mudaram ao longo do tempo e seguem em debate.

04Muiraquitãs e adornos

Pequenos amuletos e pingentes atuais dialogam com seres aquáticos, memória amazônica e proteção. É preciso distinguir criações artesanais de artefatos arqueológicos.

05Animais do Marajó

Corujas, serpentes, jacarés, sapos, peixes e aves inspiram modelagens. Nem toda forma possui um significado fixo: espécie, composição e contexto alteram a leitura.

06Uso cotidiano

Pratos, cuias, moringas, panelas, luminárias e pequenas esculturas levam o repertório marajoara à vida presente e sustentam trabalho, renda e autoria local.

120MODELOS NO REPERTÓRIO
DO MESTRE AILSON

O número informado refere-se ao repertório de formas produzido e preservado pelo artesão Ailson Tavares Ferreira, de Ponta de Pedras — não ao total de tipos arqueológicos existentes. O portal inicia aqui um catálogo vivo; cada ficha deverá receber nome local, autoria, dimensões, técnica, história narrada pelo mestre e fotografia própria.

Conhecer a futura coleção →
PESQUISA EM CURSO

O passado continua aparecendo

Em 2024, Museu Goeldi e IPHAN catalogaram quatro sítios em Anajás após erosão e seca exporem materiais. Arqueólogos seguem combinando escavação, análise cerâmica, sensoriamento, conservação e trabalho com comunidades para revisar antigas interpretações.

Conhecer a pesquisa em Anajás →
𓁋CULTURA VIVA

Do grafismo ancestral à criação contemporânea

Saberes, festas, música, culinária e cerâmica conectam gerações.

PLANEJE A TRAVESSIA

Como chegar
ao Marajó

Para quem vem de outros estados ou países, Belém é a principal porta de entrada. A viagem continua pelas águas da Baía do Guajará, com embarque para diferentes pontos do arquipélago.

01
PRINCIPAL PONTO DE PARTIDA

Terminal Hidroviário de Belém
Luiz Rebelo Neto

À margem da Baía do Guajará, é a principal porta fluvial de passageiros para o Marajó. Inaugurado em 2014, reúne bilheterias, salas de espera climatizadas, áreas de alimentação e apoio ao viajante, banheiros e estruturas de acessibilidade. É importante conferir no bilhete o destino, a embarcação e o ponto exato de desembarque.

Av. Marechal Hermes, 901 · área portuária do Reduto/Umarizal · Belém–PA
2014 inauguraçãoBaía do Guajará acesso fluvialChegue cedo especialmente em feriados
Foto: Agência Pará · ver fonte ↗
BELÉMMARAJÓ
CHEGADA A BELÉM

Aeroporto Internacional de Belém

Aeroporto Júlio Cezar Ribeiro, em Val-de-Cans. Do desembarque, siga de táxi, transporte por aplicativo ou transporte público até o Terminal Hidroviário.

Av. Júlio César, s/n · Val-de-Cans · Belém–PA
Site oficial ↗Traçar rota até o terminal ↗
CHEGADA A BELÉM

Terminal Rodoviário de Belém

O Terminal Engenheiro Hildegardo Silva Nunes recebe linhas intermunicipais e interestaduais. De São Brás, continue por táxi, aplicativo ou ônibus até a orla.

Praça do Operário, s/n · São Brás · Belém–PA
Site oficial ↗Traçar rota até o terminal ↗

ROTAS DE ENTRADA

Escolha o desembarque no Marajó

O nome do destino no bilhete faz diferença: Camará exige continuação por estrada; Ponta de Pedras recebe o passageiro diretamente na sede municipal.

02
Belém → Camará

Principal acesso combinado a Salvaterra e Soure: depois do desembarque, a viagem continua por vans, táxis ou ônibus; para Soure, há ainda a travessia interna entre Salvaterra e Soure.

Ver Porto de Camará ↗
03
Belém → Soure / Salvaterra

Algumas embarcações operam serviço direto ou com paradas. Confirme se o bilhete termina na sede municipal ou em Camará e se haverá conexão terrestre.

Ver terminal de Soure ↗
04
Belém → Cachoeira, Santa Cruz e outros destinos

As frequências variam por dia e temporada. Breves e municípios do Marajó das Florestas podem exigir viagens mais longas, noturnas ou partidas de outros portos.

Consultar o município →
Antes de embarcar

Horários, tarifas, escalas, tipo de embarcação e terminal de saída podem mudar. Chegue com antecedência e confirme a operação diretamente no terminal ou com a empresa responsável. Para levar veículo, verifique separadamente as balsas que partem da região de Icoaraci.

MAPA INTERATIVO

Marajó, município a município

Selecione uma cidade para localizá-la no mapa e abrir sua visão diretamente no Google Earth.

17 destinos para descobrir

MUNICÍPIO SELECIONADOSoure

FEITO NO MARAJÓ

Leve a ilha
com você.

Uma vitrine dedicada a quem cria no território. Cada compra aproxima o público de um artesão marajoara.

Visitar a loja
Ponta de Pedras

Vaso marajoara grafitado

por Ateliê Mãos de Barro

R$ 189
Cachoeira do Arari

Colar de sementes da floresta

por Biojoias do Arari

R$ 78
Soure

Cesto em fibra natural

por Tramas de Soure

R$ 145

CADERNO DO MARAJÓ

Histórias da região

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BARRO & MEMÓRIA
ARTESANATO

A arte de moldar a memória: mestres da cerâmica

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VENDA COM A GENTE

Seu saber merece
chegar mais longe.

Crie sua loja, conte sua história e venda suas peças para todo o Brasil em uma vitrine dedicada ao Marajó.

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IMAGENS E FONTES

Créditos de uso público

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